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Morre o chimpanzé Chita inesquecível acompanhante de Tarzan

O chimpanzé Chita, que protagonizou nos anos 30 e 40 ao menos 12 filmes do Tarzan, morreu em consequência de problemas renais no refúgio de animais The Suncoast Primate Sanctuary de Palm Harbor, no estado da Flórida, nos Estados Unidos.

Como informou pelo seu site a fundação, o animal de 80 anos morreu no dia 24 de dezembro. Um espaço no portal da entidade foi criado para que fãs da macaca Chita possam deixar homenagens.
Segundo a diretora do santuário Debbie Cobb, Chita foi morar no santuário por volta de 1960, e estava doente desde 19 de dezembro.

A famosa amiga de Tarzan, que teve cerca de uma dezena de chimpanzés dublês em filmagens das sequências da saga, recebeu em 2006, por ocasião de seu 74º aniversário, uma homenagem e o prêmio Calabuch por seus méritos artísticos no Festival Internacional de Cinema de Comédia de Peñíscola, na Espanha.

Fonte: O Imparcial de Araraquara

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Deixe um Comentário 18 de janeiro de 2012

Silvio Santos completa 81 anos

Silvio Santos é considerado um dos maiores comunicadores do Brasil e está completando 81 anos nesta segunda-feira (12). O apresentador, que começou a trabalhar como camelô no Rio de Janeiro, já passou por quatro emissoras, foi tema de enredo de Carnaval, entrou para o Guinness Book e já foi locutor de rádio. De origem humilde e com uma baita trajetória de sucesso, ele é o homenageado da semana no famosidades.( Fonte: msn.com).

 

NOME: Senhor Abravanel

DATA DE NASCIMENTO: 12/12/1930

LOCAL DE NASCIMENTO: Rio de Janeiro

SIGNO: Sagitário

ESTADO CIVIL: Casado com Íris Abravanel

INÍCIO DA CARREIRA: Silvio começou como radialista quando um fiscal de postura da prefeitura carioca percebeu o potencial de sua voz e acabou o convidando para fazer um teste na Rádio Guanabara (Atual Rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro). Seu primeiro programa como apresentador de TV foi o “Vamos Brincar de Forca”, que estreou em 1962, sendo transmitido durante a noite pela TV Paulista.

ÚLTIMO TRABALHO: Atualmente, apresenta o “Programa Silvio Santos”

CURIOSIDADES: Em 1988, Silvio Santos, considerando seus recentes problemas de saúde, anunciou sua intenção em ser prefeito de São Paulo como forma de agradecer à sociedade por todas as suas conquistas como apresentador e homem de negócios. O anúncio, que foi feito durante um dos quadros do “Programa Sílvio Santos”, foi amplamente divulgado pela imprensa, contudo, sua candidatura acabou não se concretizando.

 

 

 

 

 



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Deixe um Comentário 12 de dezembro de 2011

Criança Esperança

crianca01O Criança Esperança arrecadou R$ 10 milhões na noite deste sábado, 14, em show realizado no HSBC Arena, no Rio de Janeiro. O 26º Criança Esperança mais uma vez teve o comando de Renato Aragão, na Rede Globo. Celebridades e artistas compareceram ao evento. Destaques para Luan Santana, Claudia Leitte, Exaltasamba, Restart, Sandy, Maria Gadú, entre outros.21124239

A principal novidade do Criança Esperança 2011 foi a participação de artistas da TV Globo recebendo ligações de doações. Bruno De Luca, Carol Castro, Fernanda Paes Leme, Fernanda Rodrigues, Fiuk, Isabelle Drummond, 123Juliana Knust e Raoni Carneiro atenderam ligações de pessoas do Brasil inteiro, que faziam doações para a campanha solidária. O Criança Esperança beneficia mais de 5 mil projetos e 4 milhões de crianças e adolescentes em todo o Brasil.

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Deixe um Comentário 22 de agosto de 2011

Zezé Motta

zeze_motaMaria José Motta nasceu em Campos, RJ, em 27 de junho de 1944. Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Estudou no Tablado, curso de teatro de Maria Clara Machado.

Começou sua carreira como atriz em 1967, estrelando a peça “Roda-viva”, de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Atuou, a seguir, em “Fígaro, Fígaro”, “Arena conta Zumbi”, “A vida escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato”, em 1969, “Orfeu negro”, em 1972, e “Godspell”, em 1974, entre outras.

Iniciou sua carreira de cantora em 1971, apresentando-se como crooner das casas noturnas Balacobaco e Telecoteco (SP). Produzida por Guilherme Araújo, apresentou-se em show realizado no Museu de Arte Moderna (RJ).

Em 1975, gravou, com Gerson Conrad, o LP “Gerson Conrad e Zezé Motta”.

11032675Ainda na década de 1970, lançou os LPs “Zezé Motta” (1978) e “Negritude” (1979).

Na década de 1980, lançou os LPs “Dengo” (1980), “Frágil força” (1985), e, com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas, “Quarteto negro” (1987).

Em 1995, gravou o CD “Chave dos segredos”.

Apresentou-se, representando o Brasil, a convite do Itamaraty, em Hannover (Alemanha), Carnegie Hall de Nova York (EUA), França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal.

Como atriz, participou dos filmes “A rainha diaba”, “Vai trabalhar zezemotta_xica da silvavagabundo”, “A força de Xangô”, “Xica da Silva”, filme que a consagrou internacionalmente e pelo qual recebeu vários prêmios, “Tudo bem”, “Águia na cabeça”, “Quilombo”, “Jubiabá”, “Anjos da noite”, “Sonhos de menina-moça”, “Natal da Portela”, “Prisioneiro do Rio”, “El mestiço”, “Dias melhores virão”, “Tieta”, “O testamento do sr. Napumoceno” e “Orfeu”.

Em televisão, atuou nas novelas “Corpo a corpo”, “Pacto de sangue”, “A próxima vítima” e “Corpo dourado” e nas minisséries “Memorial de Maria Moura” e “Chiquinha Gonzaga”, da Rede Globo, nas novelas “Kananga do Japão” e “Xica da Silva”, e na minissérie “Mãe-de-santo”, da Rede Manchete.

Xica da SilvaEm 2000, lançou o CD “Divina saudade”, interpretando o repertório de Elizeth Cardoso, com arranjos e produção musical de Roberto Menescal e Flávio Mendes. Realizou show homônimo pelo Brasil, entre 2000 e 2002.

Em julho de 2002, apresentou o espetáculo no Canecão, no Rio de Janeiro.

Destacam-se, entre seus maiores sucessos como cantora, suas gravações de “Dores de amores” e “Magrelinha”, canções de Luiz Melodia, “Trocando em miúdos” (Chico Buarque e Francis Hime), “Prazer Zezé” (Rita Lee e Roberto de Carvalho), “Crioula” (Moraes Moreira) e “Senhora Liberdade” (Wilson Moreira e zeze-motta--img-m80221816e8c49a42b19372953f08de5azezemotta1984corpocorpopixinguinha-1979-zeze-motta-luiz-melodiaNei Lopes).

Biografia: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira

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Deixe um Comentário 22 de julho de 2011

Peter Falk morreu aos 83 anos

thumbnail3szzt7cFamoso como detetive Columbo, Peter Falk morre aos 83 anos

Ator, que interpretou personagem por mais de 30 anos, sofreu falência múltipla dos órgãos

O ator Peter Falk, astro da série “Columbo”, morreu na madrugada de sexta-feira (24 de junho) aos 83 anos em Beverly Hills, no estado da Califórnia, informaram seus familiares. De acordo com o advogado do ator, ele teve falência múltipla de órgãos e morreu r324628_1452627pacificamente. Sabe-se que Falk sofria de mal de Alzheimer e há alguns anos foi julgado mentalmente incapaz pela justiça norte-americana.

Falk nasceu em 16 de setembro de 1927 em Nova York, no seio de uma família judia, com pai russo e mãe tcheca. Aos três anos, um tumor maligno fez com que perdesse um olho. Após ter completado o mestrado em ciências políticas na Universidade de Siracusa e de ter trabalhado como cozinheiro, tentou em vão se integrar à agência americana de inteligência, a CIA. Frustrado, iniciou carreira como funcionário público do estado de Connecticut.

Deixou o cargo em 1957 por sua paixão, a comédia. Iniciou, então, seu trabalho como ator. Como muitos de sua geração, Falk começou no teatro, aperfeiçoando sua arte na escola, no teatro comunitário e em espetáculos off-Broadway. No final dos anos 1950 atuou em produções da Broadway e, pouco depois, passou para Hollywood.Não demorou muito para ele receber duas indicações ao Oscar de melhor ator coadjuvante, por “Assassinato S.A.” (1960) e “Dama por Um Dia” (1961), de Frank Capra, com Bette Davis.

82232-peter-falk-fullscreen-20_61_falk_peterpeter-falk-plays-columbo-playback-image-2Em 1971, whothumbnailCA95FD2KthumbnailCAYJ9PUKthumbnailCATMBKVIconheceu o papel de sua vida: o detetive Columbo, com quem conviveu por mais de três décadas, na série e em filmes feitos para TV. O humor mordaz do personagem, seu eterno sobretudo bege, o Peugeot 403 e o charuto inseparável valeram a Peter Falk sucesso e fama. O olho de vidro do ator se tornaria a grande marca física de Columbo, na medida em que intensificava a imagem esdrúxula e desleixada do detetive.

O primeiro episódio de “Columbo” foi dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg, na época com 25 anos. A última vez em que o ator interpretou o papel foi em 2003. Por conta do programa, Falk concorreu dez vezes ao Globo de Ouro, estatueta que ganhou em 1973, e venceu quatro prêmios Emmy, o Oscar da TV norte-americana.

atm00771-120090610No total, trabalhou em 60 filmes, principalmente os de seu amigo John Cassavetes, entre eles o célebre “Uma Mulher sob influência” (74). Em 1992, em “O Jogador”, de Robert Altman, desempenhou seu próprio papel. Outros filmes memoráveis foram “Assassinato por Morte”, “Deu a Louca no Mundo”, “A article-1209940-063A713D000005DC-170_634x827deux-filles-au-tapis-81-04-gPrincesa Prometida” e “Asas do Desejo”, dirigido pelo alemão Wim Wenders. Seu último trabalho no cinema foi em “American Cowslip”, de 2009, ao lado de Val Kilmer.

Há vários anos Peter Falk sofria de Alzheimer. O ator ficou sob a custódia de sua mulher em junho de 2009 depois que um juiz de Los Angeles o declarou incapaz devido a seu quadro de demência. A segunda esposa de Falk, Shera Danese, obteve a tutela do ator após seis meses de peter_falk7thumbnail1peter-falk-1m_fotky-peter-falkpeter-falkbatalha legal com Catherine, sua filha adotiva.

Nas audiências, um dos médicos confirmou que ele padecia de demência avançada, não lembrava de seu passado como ator e nem reconhecia sua filha. Falk começou a dar sinais da doença em 2005 e seu estado piorou após se submeter a intervenções cirúrgicas em 2007 e 2008.

Peter Falk deixa sua mulher, Shera, com quem ficou casado por 34 anos, e duas filhas de um casamento anterior.

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Deixe um Comentário 4 de julho de 2011

José Wilker chega a 50 anos de carreira

20100301144947501Ator possui mais de 150 trabalhos na televisão, no teatro e no cinema

31_340Um dos artistas mais consagrados do país, José Wilker, 63, está em um período de muitas comemorações. Celebrando seus 50 anos de carreira e com mais de 150 trabalhos na televisão, no teatro e no cinema, o ator está experimentando um novo desafio como diretor de um longa. Prestes a retornar a “Insensato Coração’’ (Globo), MUNDON~1na pele do mau-caráter Umberto, ele está comandando as filmagens de “Giovanni Improtta’’, filme que traz de volta o personagem que ele viveu em “Senhora do Destino’’ (2004), de Aguinaldo Silva, e que o tornou ainda mais popular, sobretudo por seus divertidos trocadilhos e pela expressão “felomenal’’, que caiu na boca do povo. “Ele vai continuar sendo aquele desastre [risos]. Mas os objetivos mudaram. Na novela, ele queria se casar com a Maria do Carmo [Susana Vieira]. Agora, ele deseja ser aceito pela sociedade do Rio, cidade tão cheia de contradições quanto ele. É esse olhar que pretendo mostrar com o filme’’, revela Wilker. Consciente de sua importância no universo artístico nacional, o ator opta pela humildade quando o assunto é seu extenso currículo de0808132personagens memoráveis, como o Vadinho, de “Dona Flor e Seus Dois Maridos’’ (1976), o Roque Santeiro, da novela homônima de 1985, e o Zeca Diabo, de “O Bem Amado’’ (2010).”O meu balanço [da carreira] é positivo, porque eu posso contar nos dedos o que eu fiz que me desagradou. E eu nego que tenha feito 0,,20824478-EXH,0069[risos]. Mesmo assim, o verbo que eu conjugo sempre é o duvidar… Dos meus limites, da minha capacidade, do fato de eu ser ou não eficiente. O tempo todo procuro me 6ahjakgimgsupercine-anarquia_blogspot_com13_1043-jose-wilker600--cabrareinformar, me reeducar, me reciclar’’, diz. Ainda que pontue mais acertos do que erros, José Wilker defende que as falhas fizeram dele um profissional melhor. “O normal na vida do artista é o fracasso. O êxito é um untitledjose-wilker-e-susana-vieira-em-cena-da-novela-senhora-do-destino--1267123823367_560x400acidente. Acho que o desastre faz parte do aprendizado. Você se aprimora’’, defende. Apesar de já ter dirigido produções na TV e nos palcos, aventurar-se no comando de um longa-metragem, ele confessa, deu um frio na barriga. “Eu estudo para trabalhar com cinema desde os meus 14 anos. Posso até não ter aprendido, mas estudei [risos]. Meu lado de ator, porém, sempre foi mais solicitado em todas as áreas. No cinema, eu havia sido chamado para ser diretor, mas fiquei amedrontado, pois é algo feito para a eternidade. Daí, de uns cinco anos para cá, fui perdendo o pânico e ganhando descaramento.’’

Em todas as frentes - Após uma rápida participação no início de “Insensato Coração’’, Wilker deve voltar à trama para colocar mais fogo no folhetim. Isso porque, depois da morte de Irene (Fernanda Paes Leme), Raul (Antonio Fagundes) ficará sabendo que o irmão era o pai verdadeiro da moça e que ele manteve contato com Léo (Gabriel Braga Nunes) durante todo o tempo. E pior: que esteve por trás do golpe da barriga que a jovem tentou aplicar em Pedro (Eriberto Leão). No fim, o malvado estará ligado à raiz do crime. “Essa novela é sobre conflitos familiares, e os irmãos Léo e Pedro espelham essa questão, que vem da geração anterior. Ética versus amoralidade’’, justifica o autor Ricardo Linhares. Incansável, o ator está cotado também para estrelar “Fina Estampa’’, próxima a ocupar o horário nobre da Globo. Além dos projetos no cinema e no teatro. “Sempre trabalhei em várias áreas ao mesmo tempo. Não sei como consigo nem se eu deveria. Sou o preguiçoso que mais trabalha [risos]“.

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Deixe um Comentário 24 de maio de 2011

Roberto Carlos é Tradição

No dia do show de Roberto Carlos em Copacabana, lembramos os momentos mais marcantes dos especiais de Natal do Rei

RCRIO – Tão tradicional quanto peru ou rabanada, o especial de Roberto Carlos, exibido há 36 anos quase ininterruptos pela TV Globo, quase sempre na noite de 25 de dezembro, enfim muda de ares. Pela primeira vez, o show acontece ao ar livre, na Praia de Copacabana. E será transmitido ao vivo, coisa que só houve uma única vez, em 1983, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Tudo na produção é superlativo. O palco tem 24 metros de frente por 17 metros de profundidade, ocupando uma área de 408 metros quadrados. Nos bastidores, uma tenda para os convidados com 300 metros quadrados, rodeada por 20 contêineres para abrigar os camarins. Um telão será instalado a cada 70 metros. Ao todo, são 460 metros de extensão cobertos por imagens, do Copacabana Palace até a Avenida Princesa Isabel. O espetáculo deve receber em torno um milhão e meio de pessoas, e será captado por 16 câmeras, sendo uma delas instalada em um helicóptero. Ou seja, ninguém precisa se preocupar: vai ser difícil não ver o Rei.

- Estou com o Roberto há 46 anos. Não me lembro de um show tão grande. O último ao ar livre foi no Aterro do Flamengo, em 2002. Mas não era um especial anual de TV, e não tinha essas proporções. Estamos trabalhando com 400 toneladas de equipamentos. Vamos ter um painel de led no fundo do palco. Dois painéis laterais. E outros painéis a cada 70 metros. Começamos a trabalhar para montar no dia 10. E estaremos aqui até a hora final – diz Genival Barros, encarregado da produção técnica. – Os shows de fim de ano sempre foram feitos em teatros, ginásios, arenas. Muito difícil uma produção como essa. Você parte do zero. Em termos técnicos, a única coisa de que o Roberto não abre mão é a distância entre ele e os músicos. A bateria tem que ficar exatamente a seis metros de onde o Roberto se posiciona.

Quando o Rei se posicionar, certamente vai dizer, cheio de simpatia e charme: “Que prazer rever vocês.” E vai cantar “Emoções”. O maestro Eduardo Lages, com Roberto desde 1978, diz que isso é imutável. O show começa com “Emoções” e termina com “Jesus Cristo”. Só que este ano o roteiro vem com novidades. Terá, por exemplo, “Nêga” e “Todos estão surdos”, que ele não canta há mais de 20 anos. No pot-pourri de sucessos da Jovem Guarda, resolveu incluir pérolas também ignoradas por décadas, como “Lobo mau”, “Eu te adoro, meu amor” e “Ciúme de você”. O clima geral é de samba, com a participação da bateria da Beija-Flor, que homenageará Roberto na Avenida no carnaval de 2011. Participam também Paula Fernandes, Exalta Samba e Bruno & Marrone, além de um coral de crianças da Rocinha. A apresentação fica por conta de Glória Maria. Eduardo Lages conta as novidades dentro do carro estacionado na esquina da casa de Roberto, na Urca, com o ar-condicionado ligado na máxima potência. Atrasado para os ensaios, ele revela que o Rei só começou a ensaiar há duas semanas. No estúdio, o tempo urgia.

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- Temos que dosar muito as coisas nesse show. O Roberto tem cinco ou seis músicas que não podem sair do roteiro. De jeito nenhum. Nos últimos dez anos, ele começa cantando “Emoções” e termina cantando “Jesus Cristo”, como faziam Elvis Presley e Frank Sinatra com os seus sucessos. Isso faz parecer que é o mesmo show, mas não é. No miolo, sempre acontecem coisas. E o Roberto está mais aberto para novidades – defende Lages, contra a tese difundida de que o Rei faz o mesmo show há pelo menos uma década. – Ainda não estamos com todo o roteiro fechado. Os ensaios atrasaram muito por conta da agenda do Roberto. Mas há mais quatros músicas que ele não canta há muitos anos que estamos pensando em incluir no show, além das que eu citei.

A figurinista da TV Globo Sônia Soares, que há nove anos veste Roberto, também defende a tese de que ele está mudando, se soltando. Aos poucos.

- Ele é fiel ao estilo: paletó com ombreiras etc. De uns três anos para cá, porém, vejo o Roberto mudando. Diminuiu as ombreiras. Pediu paletós mais justos. Usa a camisa para fora do paletó. Foi ficando mais informal. No ano passado, usou uma camisa de cetim azul-clara por baixo de um paletó mais ajustado ao corpo. Já aconteceu de ele usar azul-marinho com calça jeans – conta Sônia. – Este ano ainda não fechamos a roupa. Temos algumas opções. O mais provável é que ele use um terno off-white.

Os especiais de Natal são um capítulo importante da biografia do Rei. As noites de 25 de dezembro – de certa forma – retratam, ano a ano, as mudanças de Roberto Carlos ao longo da carreira. Os 36 anos podem ser divididos em fases. De 1974 a 1991, fase Augusto César Vannucci, tempos áureos, em que os especiais eram realmente grandes produções, com cenas externas, clipes, entrevistas e participações dos maiores nomes da música: Tom Jobim, Caetano, Bethânia, Dorival Caymmi, Gal Costa… Nesse período, Roberto ainda se vestia de palhaço ou Carlitos, usava roupas coloridas e cantava sucessos renegados, como “Negro Gato”. No primeiro especial, em 1974, cantou “Gaivotas” com o galã Antônio Marcos, a bordo do seu iate, com os longos cabelos ao vento. No ano seguinte, um bate-papo descontraído com Caetano e um dueto que entrou para a História da música: a dupla interpretou “Como dois e dois”. São muitos momentos marcantes.

- Assisti a todos os especiais do Roberto. Eles eram realmente especiais. Conheci os grandes nomes da MPB vendo o programa: Sílvio Caldas, Dorival, Orlando Silva, Aracy de Almeida, a grande dama do Encantado, que eu nem sabia que cantava. Os shows mesclavam clipes, estúdio, palco, externas. Teve uma vez em que ele subiu uma montanha para cantar “Jesus Cristo” – comenta o historiador Paulo César de Araújo, autor da biografia não autorizada “Roberto Carlos em detalhes”. – Lembro-me de uma entrevista do Caetano, em 1982, logo depois da apresentação do especial, em que ele dizia que havia visto o Roberto cantar “Fera ferida” e se apaixonado pela música. Todo mundo acompanhava os shows de fim de ano. Ele lançava os sucessos nos especiais de Natal.

Em 1992, com a morte de Vannucci, a direção dos especiais passou de mão em mão por alguns anos até que Roberto Talma assumiu, em 1998. Desde então, os programas são gravações de shows, com participações especiais. Houve muitos momentos históricos também nessa fase em que Roberto tornou-se, digamos, um homem bege: um dos momentos festejados aconteceu em 2008. O Rei havia assumido publicamente sofrer de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e anunciou que estava se tratando. Na noite de 25 de dezembro daquele ano, cantou pela primeira vez, depois de décadas de jejum, “Negro Gato” e a letra original de “É preciso saber viver”. Até então, ele não pronunciava a palavra mal. Trocava o refrão da música para “Se o bem e o bem existem”.

- Após a morte do Vannucci, o Jorge Fernando dirigiu quatro especiais. Ele colocou uma coisa de humor nos shows do Roberto. Em 1993, a Regina Casé invadiu o palco, fingindo ser uma fã. O Tom Cavalcante participou, imitando o Roberto. Depois veio a fase Talma, que coincide com a fase mais complicada do Roberto. Ele foi se tornando cada vez mais obsessivo – diz Paulo César. – Até 1996, o Roberto ainda lançava discos todos os fins de ano, recheados de grandes sucessos. Com a doença e a morte da Maria Rita, em 1999, ele quebrou a sequência. De 2000 a 2010, os especiais de fim de ano foram basicamente iguais: começam com “Emoções”, têm o momento “Detalhes”, o momento Jovem Guarda, o momento motel e o momento fé encerrando. Tudo é muito fechado, dentro da forma. Roberto não consegue conviver com mudanças. Só vou dar alta para ele no dia em que cantar “Quero que tudo vá pro inferno”. A última vez foi em 1986.

O maestro Eduardo Lages diz que não vai ser desta vez que Roberto vai cantar a “Satisfaction” de sua carreira, lançada em 1965. Mas garante: o especial vai ser especial.

- A gente fazia televisão com o coração. Era outro tempo, outra época. Começávamos a produzir com três, quatro meses de antecedência. O Vannucci gostava de gravações externas, arrojadas. Fizemos coisas inesquecíveis, como gravar com a orquestra inteira no terraço do Maksoud Plaza, em São Paulo – ele diz. – Com o progresso da tecnologia em captação de som e imagem em shows, começamos a mudar, a simplificar. O povo quer mesmo é ver Roberto Carlos. Isso é o que interessa. Vamos terminar este ano com “Jesus Cristo” em ritmo de samba, com o Roberto acompanhado pela bateria da Beija-Flor.

Roberto Carlos leva o público de Copacabana ao delírio

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Para delírio dos fãs, o show de Roberto Carlos começou às 21h40 na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com a música “Emoções”. Na plateia VIP, os atores Marcius Melhem e Carmo Dalla Vecchia e a modelo Luiza Brunet se misturam aos anônimos. “Sou fã dele, tenho a discografia”, conta Melhem, no ar em Os Caras de Pau. Luiza também disse admirar o Rei. “Já fui em outros shows, mas esse é especial porque tem todo esse calor humano.”

Na entrada ao palco, Roberto Carlos saudou os fãs. “Não é o meu primeiro show no Rio de Janeiro, mas é uma honra estar pela primeira vez na Praia de Copacabana, a mais famosa do mundo”. Durante a canção “Como é RC 3Grande Meu Amor por Você”, Roberto encantou o público com sua declaração: “Tudo o que eu gostaria de dizer para todos vocês, eu falo nesta canção.”

Por problemas no joelho, o cantor fez a maior parte da apresentação sentado em um banquinho. “Sinto muito, mas acho que vocês entendem. Não tem como (fazer o show em pé). Estou com muita dor”, confessou ele.

Antes de cantar “Amor Perfeito”, Roberto anunciou: “Vou cantar uma música que foi sucesso na voz da querida Claudia Leitte”.  A multidão acompanhou em coro. Depois, vestindo um tomara-que-caia azul, a cantora Paula Fernandes fez um dueto com ele. Em seguida, Roberto emendou o clássico ”Detalhes”.

Ao receber a dupla Bruno e Marrone, Roberto mostrou admiração pelos convidados. “É impressionante como eles fazem sucesso”. Eles cantaram o sucesso da dupla “Dormi na Praça”. Outro convidado do Rei foi o grupo Exaltasamba. Comandados pelos vocalista Péricles e Thiaguinho, os pagodeiros apresentaram “Tá Vendo Aquela Lua” e “Fugidinha”.

Outra música cantada no show foi o samba-enredo composto pelo parceiro de Roberto, Erasmo Carlos, para a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis. Mas antes da bateria da escola, que em 2011 homenageia Roberto Carlos, entrar no palco, o Rei fez questão de explicar: “O samba não foi o vencedor da disputa, mas isso não importa.”

RC4Depois, Neguinho da Beija-Flor empolga com o samba oficial de 2011 da escola e a porta-bandeira Selminha Sorriso prestou homenagem ao Rei. Roberto Carlos encerrou a noite com “Noite Feliz” e ”Jesus Cristo”.

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Deixe um Comentário 6 de janeiro de 2011

Feliz 2011

anonovo29Que o ano que está chegando nos dê força para realizarmos tudo que é importante para todos nós, que pensemos na família, nos amigos, na saúde e na paz!

Que no ano que se segue tenhamos coragem e fé para enfrentarmos e superar todos os obstáculos que nos surgirem pela frente.

Que seja mais um ano de vitórias e das melhores percepções. Como foi o ano anterior.

Feliz 2011 a todos aqueles que acreditam em dias melhores!

ano-novo-2009

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