Arquivado em: Especial Novelas Antigas

De maio de 2003 a fevereiro de 2004
Novela das 19h
TV Globo
Escrita por Carlos Lombardi, com a colaboração de Tiago Santiago, Margareth Boury, Emanuel Jacobina e Vinicius Vianna.
Direção de Wolf Maya, Roberto Talma, Alexandre Avancini, Claudio Boeckel e Edgar Miranda.
A novela manteve altos índices de audiência durante os quase dez meses em que ficou no ar. A novela inovou também por conta das inúmeras participações especiais, entre as quais Regina Duarte, no papel de Maria Félix, mãe de Esteban.






Elenco:
Marcos Pasquim, Adriana Esteves, Vladimir Brichta, Daniele Winits, Humberto Martins, Betty Lago, Nair Bello, Carolina Ferraz, Iran Malfitano, Rafaela Mandelli, André Mattos, Angela Vieira, Bruno Garcia, Daniel del Sarto, Érika Evantini, Fernanda de Freitas, Françoise Fourton, Gero Pestalozzi, Italo Rossi, Lolita Rodrigues, Luiz Guilherme, Mario Gomes, Oswaldo Loureiro, Pedro Malta, Raissa Medeiros, Roger Gobeth, Stênio Garcia, Talma de Freitas, Tatiane Fontinhas, Thais Muller, Thamires Martins, Wolf Maya, entre outros.






Sinopse:
Em Kubanacan, uma fictícia republiqueta de bananas latino-americana, a luta pelo poder é constante. Camacho, um obscuro tenente, torna-se amante da primeira-dama Mercedes, também conhecida como a Santinha, de origem pobre, e dá um golpe de estado no marido dela, tornando-se ditador. Camacho mantém o poder durante anos, até que começa a ser desafiado por Esteban, um homem desmemoriado que caiu do céu numa noite de furacão numa vila de pescadores, chamada Santiago. Esteban entra em conflito por Camacho por causa de Marisol, que se tornou sua mulher em Santiago, mas foi seduzida pelo ditador. Esteban acredita que Marisol tenha morrido e se apaixona por Lola, uma dona-de-casa traída pelo marido Enrico. Lola se torna uma cantora famosa, ao mesmo tempo em que não resiste à paixão por Esteban. Marisol se arrepende, mas aí já é tarde demais para recuperar o amor dele. Ao longo da história, Esteban se surpreende muito com as coisas que vai descobrindo sobre seu passado, antes de perder a memória, e é perseguido por pessoas que acreditam que ele detém a fórmula de uma poderosa bomba, a Fênix, inclusive seu pai, Alejandro Rivera. Também fez muito sucesso o casal Rico (ex-marido de Lola) e Rubi ( a irmã durona de Lola).


12 de julho de 2010
José Eleutério (Eriberto Leão), o Zeca, sempre gostou de ganhar as estradas em suas comitivas, mas nunca sozinho. Por perto estão sempre seus amigos peões Terêncio (Alexandre Nero), Zé Camilo (Daniel), Tiago (Rodrigo Sater) e Juvenal (Yassir Chediak). Enquanto atravessam as trilhas pantaneiras tocando o gado, eles conversam e contam histórias. Já quando a noite cai, os papos dão lugar à música e à dança.
Terêncio foi criado pelo pai em comitivas e conheceu Zeca em um rodeio. Bom de montaria, os dois ficaram amigos à primeira vista e logo começaram a combinar comitivas, depois que o “filho do diabo”
terminasse a faculdade. Não demorou para Zeca retornar a região e eles trataram de colocar o plano em prática. Os peões Tiago, Zé Camilo e Juvenal embarcam nas aventuras dos dois e os acompanham nas viagens animando as rodas de viola.
Esta é a primeira vez que o cantor Daniel atua como ator na televisão brasileira. “Zé Camilo é bem extrovertido e vai aproveitar esse seu lado musical para conquistar as mocinhas. Ele é um cara de comitivas, que tem muitos amigos. As gravações estão ainda no começo, mas já estou curtindo muito”, diz Daniel.
‘Paraíso’ é uma adaptação da novela homônima de Benedito Ruy
Barbosa, exibida pela Rede Globo em 1982. A autoria da novela é de Benedito Ruy Barbosa, com adaptação de Edmara Barbosa e colaboração de Edilene Barbosa, direção geral de Rogério Gomes, o Papinha, e direção de Felipe Binder, Pedro Vasconcelos e Paulo 

Guelli.
10 de março de 2010
O Bem-amado foi uma telenovela brasileira escrita por Dias Gomes, produzida pela Rede Globo e levada ao ar de 24 de janeiro a 9 de outubro de 1973, às 22h, com direção de Régis Cardoso e supervisão de Daniel Filho. Era inspirada numa peça teatral do próprio autor, de título Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte, escrita em 1962.
Trama
Primeira novela produzida em cores na televisão brasileira.[1] O prefeito Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas, tem como meta prioritária em sua administração na cidade fictícia de Sucupira, litoral baiano, a inauguração do cemitério local. De um lado, é bajulado pelo secretário gago, Dirceu Borboleta, profundo conhecedor dos lepidópteros; e conta com o apoio incondicional das irmãs Cajazeiras, suas correligionárias e defensoras fervorosas: Dorotéia, Dulcinéia e Judicéia.

Dorotéia é a mais velha, líder na Câmara de Vereadores da cidade. Dulcinéia, a do meio, é seduzida pelo prefeito. E Judicéia é a mais nova – e mais espevitada. São três solteironas avessas a imoralidades – pelo menos em público, já que Odorico sempre aparece de noite para tomar um “licor de jenipapo”…
De outro, tem que lutar com a forte oposição liderada pela delegada de polícia Donana Medrado, que conta com o dentista Lulu Gouvêia, inimigo mortal do prefeito e líder da oposição na Câmara – atracando-se constantemente com Dorotéia no plenário. E ainda com o jornalista Neco Pedreira, dono do jornal local, A Trombeta. O meio-termo se intensifica com a presença de Nezinho do Jegue, defensor fervoroso de Odorico quando sóbrio, e principal acusador, quando bêbado!
Maquiavelicamente, o prefeito arma tramas para que morra alguém, sendo sempre mal sucedido. Nem as diversas tentativas de suicídio do farmacêutico Libório, um tiroteio na praça e um crime lhe proporcionam a realização do sonho. Para obter êxito, Odorico traz de volta a Sucupira um filho da terra: Zeca Diabo, um pistoleiro redimido, que recebe a missão de matar alguém para a inauguração do cemitério.
Como se não bastasse, Odorico ainda tem que enfrentar os desaforos de Juarez Leão, médico personalístico da oposição, que se envolve com sua filha Telma e faz um bom trabalho em Sucupira, salvando vidas – para desespero de Odorico.
Ao final, uma irônica surpresa: Zeca Diabo, revoltado, mata Odorico, que, finalmente, inaugura o cemitério!
Em 1996, no Chile, a história foi adaptada com o título de Sucupira, tendo alcançado grande sucesso.
O Bem Amado, Foi gravado em Sepetiba.
Elenco
- Paulo Gracindo – Odorico Paraguaçu
- Lima Duarte – Zeca Diabo (José Tranquilino da Conceição)
- Emiliano Queiroz – Dirceu Borboleta (Dirceu Fonseca)
- Ida Gomes – Dorotéia Cajazeira
- Dorinha Duval – Dulcinéia Cajazeira
- Dirce Migliaccio – Judicéia Cajazeira
- Jardel Filho – Dr. Juarez Leão
- Samuel Bertoldo – Amigo de Odorico Paraguaçu
- Rainer Wendell Oliveira – Amigo de Odorico Paraguaçu
- Sandra Bréa – Telma Paraguaçu
- Zilka Salaberry – Donana Medrado
- Carlos Eduardo Dolabella – Neco Pedreira
- Lutero Luiz – Lulu Gouvêia
- Milton Gonçalves – Zelão das Asas
- Gracindo Jr. – Jairo Portela
- Maria Cláudia – Gisa
- Dilma Lóes – Anita Medrado
- João Paulo Adour – Cecéu Paraguaçu
- Rogério Fróes – Vigário
- Ruth de Souza – Chiquinha do Parto
- Ana Ariel – Zora Paraguaçu
- Angelito Mello – Mestre Ambrósio
- João Carlos Barroso – Eustórgio
- Arnaldo Weiss – Libório
- Wilson Aguiar – Nezinho do Jegue
- Antônio Carlos Ganzarolli – Tião Moleza
- Ferreira Leite – Joca Medrado
- Augusto Olímpio – Cabo Ananias
- Apolo Corrêa – Maestro Sabiá
- Juan Daniel – Dom Pepito
- Suzy Arruda – Florzinha
- Isolda Cresta – Nancy
- Guiomar Gonçalves – Maria da Penha
- André Valli – Ernesto Cajazeira
- Nanai – Demerval Barbeiro
- Jorge Botelho – Nadinho
- Teresa Cristina Arnaud – Mariana
- Auricéia Araújo – Mãe de Zeca Diabo
- Milenka Rangan – Telma
- Júlio César – Isaque
- Participações especiais
- Álvaro Aguiar – Coronel Hilário Cajazeira
- Rafael de Carvalho – Coronel Emiliano Medrado
Curiosidades: 
- A peça que deu origem a O bem-amado foi escrita por Dias Gomes em 1961 por encomenda de Flávio Rangel, que dirigia o Teatro Brasileiro de Comédia, na época. Baseando-se em um fato ocorrido numa pequena localidade no Espírito Santo – um candidato à prefeitura fora eleito prometendo construir um cemitério –, o autor escreveu a peça apressadamente e ficou insatisfeito com o resultado. Odorico, o bem-amado, e os mistérios do amor e da morte não foi montada na ocasião e só chegou ao público dois anos depois, publicada pela revista Cláudia. Em 1969, a peça foi encenada pelo Teatro Amador de Pernambuco. Em 1970, estreou no Rio de Janeiro, em uma montagem de Gianni Rato, com Procópio Ferreira no papel de Odorico Paraguaçu. Para a televisão, o autor desenvolveu mais os personagens e criou novos, como Juarez Leão, Donana Medrado e Zelão das Asas.
- Paulo Gracindo considerava Odorico Paraguaçu o seu melhor personagem. Em entrevista a O Globo em 1993, o ator declarou que Odorico era um sucesso tão grande que os prefeitos de todas as cidades que visitou, durante e depois da novela, queriam tirar fotos ao seu lado.
- Lima Duarte havia sido contratado pela TV Globo em 1972 para dirigir O bofe, reeditando a parceria vitoriosa com Bráulio Pedroso, com quem trabalhara em Beto Rockfeller (1969), sucesso da TV Tupi. Entretanto, O bofe não teve o retorno esperado, e o ator estava já no fim do seu contrato com a emissora, quando foi escalado para fazer um pequeno papel em O bem-amado. O personagem, que tinha importância modesta na peça original de Dias Gomes, acabou crescendo e permaneceu até o final da trama, tornando-se um dos seus papéis mais memoráveis na televisão.
- Sandra Bréa estreou em telenovelas em O bem-amado.
- Em julho de 1973, a Censura Federal proibiu que as palavras “coronel” fossem pronunciadas em O bem-amado. “Coronel” era a forma como alguns personagens – especialmente Zeca Diabo – tratavam o prefeito Odorico Paraguaçu. Os militares achavam que Dias Gomes se referia a um coronel de patente militar, quando, na verdade, ele fazia alusão aos “coronéis” do sertão da Bahia: políticos e fazendeiros que usavam sua influência para exercer poder sobre a população. A produção da novela foi obrigada a cortar a palavra de vários capítulos. A censura também implicou com as palavras “capitão” – forma como Odorico se referia a Zeca Diabo –, “ódio” e “vingança”, obrigando a equipe de produção a apagar o áudio de vários capítulos que já haviam sido gravados.
- O bem-amado foi a primeira produção da TV Globo a ser exportada e abriu o mercado estrangeiro para os produtos nacionais. Até então, apenas textos eram comercializados. O diretor Paulo Ubiratan reeditou os 178 capítulos originais, e a novela foi exibida com 223 capítulos pela emissora Televisa, do México, em 1975. Foi um sucesso, e Paulo Gracindo ganhou, no mesmo ano, um prêmio no México. O bem-amado foi vendida para vários outros países da América Latina e Estados Unidos, por intermédio da Spanish International Network. A novela também foi exibida na Nicarágaua, no Peru e em Portugal.
- Uma versão de O bem-amado – com 60 capítulos –, reeditada por Paulo Ubiratan, foi ao ar entre janeiro e junho de 1977. 
- O enorme sucesso de O bem-amado gerou um seriado com o mesmo nome, que estreou em 1980, com a ressureição do prefeito Odorico Paraguaçu, e permaneceu cinco anos no ar.
- O antológico Dirceu Borboleta voltou à televisão em 1990 como um dos integrantes da Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio.

- No capítulo final, Zeca Diabo vai até o gabinete do prefeito e o mata com três tiros . Nos seus últimos suspiros, cercado por Adalgisa e Dorotéia Cajazeira, que chegaram à prefeitura pouco depois dos tiros, Odorico faz questão de tentar salvar sua imagem e diz que sua morte havia sido coisa da oposição: “Interesses antipatrióticos… Uma trama internacional… Uma superpotência… Materiais atômicos… Eles querem Sucupira! Querem dominar o mundo…”
- Zeca Diabo se despede da família e parte de Sucupira. O cemitério da cidade é, finalmente, inaugurado, e Odorico é o primeiro a ser enterrado, com discurso de Lulu Gouvêia: “Adeus, Odorico, o grande, o pacificador, o desbravador, o honesto, o bravo, o leal, o magnífico…”
- O bem-amado teve ainda outro personagem antológico: o pescador Zelão das Asas (Milton Gonçalves). Desde que escapou com vida de um temporal, ele prometeu a Bom Jesus dos Navegantes que, em agradecimento, um dia iria voar até as alturas para provar que tinha fé. Durante toda a novela, Zelão construiu vários pares de asas feitos com pano e diversos tipos de metal e madeira tentando alçar vôo, sem sucesso.
- Na cena final, Zelão sobe no alto da torre da igreja. A imagem congela e a voz de um narrador diz: “Aqui, a nossa história pára, pois tudo o que sabemos daí em diante é de ouvir contar. Não é que a gente não acredite, pois caso um dia você vá a Sucupira vai ver que lá ninguém duvida.” A cena volta a ganhar movimento. Zelão faz o sinal da cruz e, diante dos rostos pasmos dos moradores de Sucupira, se atira do alto da igreja. Todos murmuram entre si que ele está voando, e uma tomada do alto mostra o ponto de vista de Zelão planando sobre a praça. A voz do narrador, então, retorna: “E Zelão vôou. Se você duvida, é um homem sem fé” .
19 de janeiro de 2010
A Próxima Vítima foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 13 de março a 4 de novembro de 1995, às 20 horas e teve 203 capítulos. Foi escrita por Sílvio de Abreu, Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral e dirigida por Jorge Fernando, Rogério Gomes, Marcelo Travesso e Alexandre Boury. Com José Wilker, Suzana Vieira e Tony Ramos: protagonistas, Aracy Balabanian e Tereza Rachel: co-protagonistas, Cláudia Ohana, Alexandre Borges, Cecil Thiré(1995) e Otávio Augusto(2000) como os principais antagonistas.
Ana (Suzana Vieira), é amante de Marcelo (José Wilker) há vinte anos, com quem tem três filhos. Ana é uma mulher forte, batalhadora e dona de uma cantina italiana. Marcelo, por sua vez, é um aproveitador e mau-caráter. Ele é casado, por interesse, com uma mulher bem mais velha, a rica Francesca Ferreto (Tereza Rachel), mas vive um tórrido romance com a jovem, inescrupulosa e fogosa Isabela Ferreto (Cláudia Ohana), além de manter sua relação de anos com Ana. Sobrinha de Francesca, Isabela é noiva do rico e apaixonado Diego (Marcos Frota), que desconhece seu verdadeiro caráter.
- A mansão dos Ferreto é o cenário para as traições de Marcelo e Isabela. Lá, também mora o casal Eliseo (Gianfrancesco Guarnieri) e Filomena (Aracy Balabanian). Irmã de Francesca, Filomena controla os negócios da família com punhos de ferro. Dominadora, ela manipula a vida de muitos personagens, principalmente a do marido, um homem humilhado e submisso. Carmela (Yoná Magalhães), a irmã mais nova de Francesca e Filomena, também vive na mansão. Ambiciosa e ressentida por ter sido abandonada pelo marido, ela vê na filha Isabela sua grande esperança para conseguir um lugar de destaque no mundo. Ao longo da novela, Carmela se envolve com o jovem Adriano (Luigi Palhares).
- Com o passar do tempo, Francesca descobre o romance entre Marcelo e Ana e fica inconformada com o fato de ele ter três filhos com a amante. Logo no início da trama, Cesca vai viajar para surpreender seu marido com a amante e surge a notícia de que ela foi morta por envenenamento na própria sala do aeroporto…
- Numa das cenas mais fortes da trama, Diego espanca Isabela e a empurra do alto da escada da mansão dos Ferreto, quando descobre que ela o traía com Marcelo. Tempos depois, é a vez de Marcelo sentir-se traído e esfaquear a adúltera no rosto.
- Uma série de assassinatos, aparentemente sem motivo e conexão entre si, ocorre no desenrolar da trama. Instigada com a seqüência de mortes inexplicáveis, a jovem estudante de direito Irene (Vivianne Pasmanter) tenta descobrir não só o matador, mas quem será a próxima vítima. Ela inicia uma minuciosa investigação dos fatos, depois de ter o pai e a tia também assassinados. Irene descobre uma lista com códigos. É a famosa lista do “Horóscopo Chinês” com a data de nascimento de todas as sete vítimas.
- Enquanto Irene trabalha como detetive, novas mortes vão acontecendo. A já citada lista do “Horóscopo Chinês”, recebida pelas vítimas antes do crime, é só o que há de comum entre todas as mortes.
- Um Opala preto vigia e segue as vítimas. Ao fim da trama, descobre-se que todos os que morreram tinham ligação entre si e estavam envolvidos num fato ocorrido anos antes. O assassino é, então, desmascarado: Adalberto (Cecil Thiré). Marido de Carmela Ferreto e pai de Isabela, ele havia sumido depois de ter gasto todo o dinheiro da esposa.
- Zé Bolacha (Lima Duarte), é um alegre caminhoneiro, contador de histórias, que adora Guimarães Rosa e faz citações poéticas. Ele acaba se envolvendo com Irene, que é muito mais jovem. Ela, por sua vez, é filha de Helena (Natália do Vale), que se interessa por Juca (Tony Ramos), filho de Bolacha, formando um quadrilátero de paixões entre as duas famílias.
- Simplório e verdadeiro, Juca é meio-irmão de Marcelo e dono de uma barraca de frutas no mercado municipal de São Paulo. Alheio ao amor de Helena, ele é perdida e irremediavelmente apaixonado por Ana.
- Em uma de suas principais tramas paralelas, o autor abordou a questão do preconceito de brancos contra negros e vice-versa. A intenção era discutir se na verdade o grande preconceito no Brasil era o social, mais do que o racial. Para isso, um dos núcleos dramáticos é composto por uma família negra de classe média. O pai, Cleber Noronha (Antônio Pitanga), é um contador íntegro que trabalha para várias empresas. Casado com Fátima (Zezé Motta), uma secretária executiva, ele constrói uma família bem-sucedida. Os filhos são Sidney (Norton Nascimento), um gerente de banco, Jefferson (Lui Mendes), estudante de direito, e Patrícia (Camila Pitanga), que sonha em ser modelo.
- A relação homossexual entre Jefferson e Sandro (André Gonçalves),filho de Ana e Marcelo também foi outro ponto alto de “A Próxima Vítima” . O envolvimento entre os dois rapazes causou grande impacto sobre o público; com o agravante de ser um negro, e o outro, branco.
- Lucas (Pedro Vasconcellos), no início da trama aparece internado numa clínica para dependentes químicos. Na trajetória do personagem mostrava-se a dificuldade enfrentada por ex-dependentes em se manter distantes dos entorpecentes.
- Quitéria Quarta-Feira (Vera Holtz) é a melhor amiga e o apoio de Ana. Apesar do nome exagerado, não se trata de uma caricatura, é uma mulher digna e generosa. Prostituta por opção, ainda exerce a profissão e não faz disso um drama; tem grande alegria de viver.
- Já a personagem Júlia Braga (Glória Menezes), tia de Irene, uma milionária que chega ao Brasil e se envolve numa campanha em prol dos menores de rua, serviu para discutir a questão do abandono no Brasil. A personagem foi inspirada na artista plástica Yvone Bezerra de Mello, que se dedicava intensamente à causa na época e que ajudava algumas das crianças que foram mortas na Chacina da Candelária em 1992, e em seu livro As ovelhas desgarradas e seus algozes.
7 de novembro de 2009
Deus nos Acuda foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 31 de agosto de 1992 a 27 de março de 1993, às 19 horas.
Foi uma telenovela de Sílvio de Abreu, escrita por Sílvio de Abreu, Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral e dirigida por Jorge Fernando, Marcelo Travesso e Rogério Gomes, teve 179 capítulos. com direção geral e de núcleo de Jorge Fernando
A história lida com temas como a situação do Brasil na Era Collor, mostrando as dificuldades de uma suposta anjo da guarda do país que tentava remediar seus problemas a partir de uma base onde televisionava tudo, no céu do cristianismo.
Nessa trama, a sorte e destino do Brasil dependem de forças celestiais. No céu, Celestina é o anjo responsável pelo Brasil. Ao ouvir de Deus a ameaça de ser mandada para o país que deveria ajudar a crescer, ela pede o auxílio do anjo Gabriel. Ele então convence o Todo-Poderoso a deixar Celestina ficar no céu por mais seis meses, com uma condição: sem desrespeitar o livre arbítrio que todo ser humano deve ter, ela tem de modificar um cidadão brasileiro, tornando-o mais honesto, digno e trabalhador.
Celestina então escolhe a bela Maria Escandalosa, filha de Tomás, uma dupla de trambiqueiros do porto de Santos, que vivem no prédio de Dona Armênia, uma hilária mulher que chora o abandono de “suas três filhinhas”. Convencida de que poderia transformar o caráter de Maria, Celestina passa por cima das leis divinas e salva-a de uma explosão. Depois disso, passa a zelar pela vida da jovem na Terra. No entanto, a trambiqueira não sabe que é objeto da atenção divina, e muito menos que é vigiada dia e noite. Maria então se envolve com o milionário Ricardo, filho de Otto Bismark, um viúvo acusado de matar suas ex-mulheres.
Há varias tentativas de apurar as acusações contra Otto. Para isso, Baby Bueno, cunhada do suspeito, que já o amou no passado, volta ao Brasil. Ela começa a investigá-lo com a ajuda de sua melhor amiga, a impagável perua Xena. Mas Baby terá uma oponente de peso: Elvira, a secretária de Otto, que além de fiel ao chefe, é inescrupulosa, maquiavélica e completamente apaixonada por ele.
Elenco
- Glória Menezes – Baby (Bárbara Silveira Bueno)

- Francisco Cuoco – Otto Bismark
- Marieta Severo – Elvira
- Cláudia Raia – Maria Escandalosa
- Edson Celulari – Ricardo Bismark
- Dercy Gonçalves – Celestina
- Aracy Balabanian – Dona Armênia
- Jorge Dória – Tomás Euclides
- Carmem Verônica – Xena
- Raul Gazolla – Paco
- Ary Fontoura – Félix
- Louise Cardoso – Gilda
- Cláudio Corrêa e Castro – Anjo Gabriel
- Diogo Vilela – Danilo
- Marisa Orth – Valquíria Silveira Bueno

- Regina Braga – Clarice
- Maria Cláudia – Kelly Garcia
- Gracindo Júnior – Heitor Garcia
- Paula Manga – Sabrina
- Flávio Silvino – Hugo
- Mylla Christie – Ully
- Cláudio Fontana – Igor
- Tatiana Issa – Yeda
- Edgard Amorim – Jasão
- Luigi Baricelli – Zelito
- Emiliano Queiroz – Quaresma
- Eduardo Martini – Querubim
- Adelaide Chiozzo – Juscelina

- Cléa Simões – Pérola
- Cristina Mutarelli – Laureta
- Paulo César Grande – Wagner
- Marcello Novaes – Gera
- Gerson Brenner – Gerson
- Jandir Ferrari – Gino/Gina
- João Rebello – Nicolau
- Fernanda Rodrigues – Eduarda
- Carlos Kroeber – Dr. Alberto
- Hilda Rebello – Violante
- Jorge Fernando – Brasil
- Jairo Mattos – Ivan
- Oscar Magrini – Marco
- Mauro Porrino – Gilson
- Maria Helena Pader – Alice
- Solange Couto – Manon
7 de novembro de 2009
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